América Central

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América Central

Mensagem  Admin em Ter Ago 14, 2012 11:46 pm

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Thorichthys maculipinnis

Biótopo:
América Central - Thorychthys

Distribuição Geográfica / População:
México

Características da água:
Temperaturas - 22º a 28º
Ph - 6.5 a 8

Alimentação:
Peixes omnívoros que comem de tudo com um apetite voraz (comida seca em flocos ou granulados, comidas caseiras e todo o tipo de comida congelada). Não é aconselhável dar Tubifex e Larvas de mosquito.

Dimorfismo Sexual:
Os machos tendem a ficar ligeiramente maiores e com as cores bem mais vivas, apesar de que em época reprodutiva ambos os sexos ficam com um tom laranja muitíssimo intenso.
As barbatanas nos machos são também mais compridas e terminam com uns filamentos longos e finos.

Tamanho Máximo:
Entre 12cms a 16cms sendo que as fêmeas ficam tipicamente mais pequenas.

Comportamento:
Os T. Elliot são uma espécie que podem ser mantidos em conjunto com espécies típicas de aquários comunitários dado o seu excelente temperamento calmo inter-espécie. Depois de formado o casal em actividade torna-se muitíssimo violento e extramamente protector em relação aos seus alevins correndo com todos os peixes da zona que definiram como ninho.
O Macho se tiver varias fêmeas tende em trocar de após uma postura com a actual parceira.

Reprodução:
São peixes ovopositores, depositando os seus ovos em rochas, e por vezes escavando grandes crateras até chegar ao vidro . O tempo dos ovos eclodirem é de cerca 48 horas .
Tamanho mínimo do aquário:
Para um casal sozinho 100 litros serão possivelmente suficientes, mas corresse o risco da fêmea não ter muito esconderijos, pois por vezes o macho tende em “ stressar “ ! Se o objectivo é mantê-los com outras espécies em comunitário o tamanho mínimo nunca deverá ser inferior a 200 litros.

Tamanho mínimo do aquário:
ara um casal sozinho 100 litros são suficientes. Se o objectivo é mantê-los com outras espécies em comunitário o tamanho mínimo nunca deverá ser inferior a 200 litros.

Outras Informações:
Um dos maiores encantos desta espécie prende-se com a particularidade que têm ao expor uma membrana que possuem por debaixo da cabeça quando em posição de defesa. Essa membrana aterroriza os adversários pois dá uma noção de tamanho completamente diferente do peixe parecendo este muito maior. Como se não bastasse nessa membrana existem ainda "pintados" dois ocelos enormes que se assemelham a olhos ficando o possível atacante confundido ao ver 4 olhos na sua frente.

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Thorichthys meeki

Biótopo:
América Central - Thorychthys

Características da água:
Temperaturas - 20º a 30º
Ph - 6.5 a 8
Gh - 8º a 20º

Alimentação:
Peixes omnívoros que comem de tudo com um apetite voraz (comida seca em flocos ou granulados, comidas caseiras e todo o tipo de comida congelada).

No seu habitat natural gostam de "pastar" pelos "campos" de algas e comer pequenos crustáceos.

Dimorfismo Sexual:
Os machos tendem a ficar ligeiramente maiores e com as cores bem mais vivas, apesar de que em época reprodutiva ambos os sexos ficam com o vermelho muitíssimo intenso.

As barbatanas nos machos são também mais compridas e terminam com uns filamentos longos e finos.

Tamanho Máximo:
Entre 12cms a 15cms sendo que as fêmeas ficam tipicamente mais pequenas.

Comportamento:
Um dos ciclídeos que podem ser mantidos em conjunto com espécies típicas de aquários comunitários dado o seu excelente temperamento calmo inter-espécie. No entanto não devem ter como companheiros peixes pequenos sob pena destes serem considerados como alimento. Entre indivíduos da mesma espécie tornam-se ligeiramente mais agressivos não chegando no entanto para pôr em causa a integridade física dos elementos mais fracos, não passando tipicamente de umas corridas para mostrar quem manda e estabelecer hierarquias. Em época reprodutiva as coisas mudam um pouco e o casal em actividade torna-se muitíssimo violento e extramamente protector em relação aos seus alevins correndo com todos os peixes da zona que definiram como ninho. Por esta altura atacam sem dó qualquer coisa que se aproxime independentemente do tamanho, como por exemplo a mão do dono, mangueiras aquando de tpa´s ou peixes de porte superior.

São portanto excelentes adições em aquários de peixes do mesmo porte ou pouco maior pois cuidam bem de si mesmo com peixes de dimensões maiores e mais agressivos. Para tentar a reprodução um aquário dedicado apenas para o casal pode e deve ser equacionado pois deste modo não colocamos em risco outros individuos. No entanto perdemos também um pouco do seu comportamento natural que revelam quando são pais.

Reprodução:
São peixes ovopositores. Limpam uma zona lisa no aquário (muitas vezes uma parede do mesmo) e a fêmea deposita então os ovos quando entendem estar reunidas as condições. Em seguida o macho liberta o sémen sobre os ovos fertilizando-os desta forma. Passados dois dias os ovos eclodem e dão então lugar a pequenos peixes que começam a nadar ao final de 5 dias. Após a eclosão dos ovos os pais levam os filhos para algum buraco ou fresta que entendem como segura e se acharem necessário mudam os pequenos várias vezes. Depressa os jovens começam a crescer...sempre debaixo do olhar atento dos pais.

Tamanho mínimo do aquário:
Para um casal sozinho 100 litros são suficientes. Se o objectivo é mantê-los com outras espécies em comunitário o tamanho mínimo nunca deverá ser inferior a 200 litros.

Outras Informações:
Um dos maiores encantos desta espécie prende-se com a particularidade que têm ao expor uma membrana que possuem por debaixo da cabeça quando em posição de defesa. Essa membrana atemoriza os adversários pois dá uma noção de tamanho completamente diferente do peixe parecendo este muito maior. Como se não bastasse nessa membrana existem ainda "pintados" dois ocelos enormes que se assemelham a olhos ficando o possível atacante confundido ao ver 4 olhos na sua frente.

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Hypsophrys nicaraguensis

Biótopo:
América Central - Hypsophrys

Distribuição Geográfica / População:
América Central – Rio San Juan; Lago Nicarágua; Costa Rica

Características da água:
Temperatura – 24º a 31ºC
Ph - 7.0 a 8.0
dH – 10-20

Alimentação:
Espécie omnívora que aceita facilmente qualquer tipo de comida em aquário. Contudo, aconselha-se a administração de comida viva (pequenos caracóis, por exemplo) ou mesmo comida congelada.

Dimorfismo Sexual:
Ao contrário do que estamos habituados, as fêmeas desta espécie são bastante coloridas e concorrem facilmente com a beleza dos machos, contudo, existem diferenças significativas que os distinguem facilmente. Os machos, para além de maior porte, possuem uma barbatana dorsal e anal bem desenvolvidas e pontiagudas com um padrão reticulado bastante marcado por pontos negros. A lista negra que atravessa o corpo desde o opérculo até à zona do pedúnculo caudal é uma constante em ambos os sexos, no entanto apresenta-se mais demarcada na fêmea.

Tamanho Máximo:
O tamanho em adulto ronda os 20cm para os machos e 16cm para as fêmeas.

Comportamento:
Espécie bastante calma e pacífica que pode ser mantida com outros ciclídeos de temperamento idêntico. São caracterizados por apresentarem uma relativa timidez, mas com o tempo acabam por revelar-se exemplares muito sociáveis.

Reprodução:
Espécie ovípara, a fêmea deposita os seus ovos (podem chegar aos 300) num buraco escavado no substrato ou, em alternativa, directamente em grutas ou cavernas que se proporcionem no aquário. De referir que os ovos desta espécie não são aderentes, ou seja, não se fixam em qualquer superfície, tornando um pouco mais débil a defesa dos mesmos. De qualquer forma, os progenitores são defensores acérrimos da sua prole. Os ovos eclodem cerca de 3 dias depois da postura e as crias começam a nadar livremente por volta do 5º dia após a eclosão.

Tamanho mínimo do aquário:
Embora sejam exemplares pacíficos é aconselhável um aquário grande, com cerca de 300 litros. Em aquários muito pequenos, os nicaraguensis não exibem as suas maravilhosas cores e tornam-se muito inibidos.

Outras Informações:
Os Hypsophrys nicaraguensis são ciclídeos fantásticos e com uma sociabilidade incrível. Infelizmente, os níveis de poluição do Rio San Juan, com extensão ao Lago Nicarágua, apresentam-se actualmente muito elevados e por essa razão urge a necessidade de preservação desta espécie (embora ainda não esteja incluída na lista vermelha da IUCN). A sua manutenção em cativeiro poderá tornar-se numa mais-valia no âmbito da sua protecção.

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Herichthys carpintis

Biótopo:
América Central - Herichthys

Características da água:
Esta espécie pode ser encontrada em águas duras ou mesmo muito duras, com valores de Ph compreendidos entre os 7,5 e os 9, e temperaturas entre os 18ºC e os 28ºC, que variam consoante a estação do ano. Pode habitar em águas transparentes como em águas em que a visibilidade não é superior a 1 metro.
Em aquário, podem ser mantidos peixes saudáveis em aquários sem termóstato, até temperaturas de cerca de 13ºC (observação pessoal), sem qualquer tipo de inconveniente observável no comportamento do peixe, existindo apenas uma franca perda de apetite derivada à descida do metabolismo.

Alimentação:
Essencialmente omnívoro; detritos, matéria vegetal, alevins de outros peixes, pequenos insectos, gastrópodes.

Dimorfismo Sexual:
Os machos atingem em média um maior tamanho ( TL = 23 cm), ao passo que as fêmeas são mais pequenas (TL =19 cm), e apresentam geralmente uma característica mancha escura no centro da barbatana dorsal. A melhor forma de distinguir ambos os sexos, é no entanto, observar visualmente o orgão excretor e reprodutor, por um processo chamado de "Venting", segundo o seguinte esquema: Machos oo, Fêmeas o0. Esta é a prática mais segura de diferenciar ambos os sexos, e deve ser realizada, após a maturação sexual (TL = 13 cm), para que seja mais fiável.

Tamanho Máximo:
Na natureza, macho e fêmea não sobre passam, respectivamente os (TL = 23cm) e os (TL = 19 cm), se bem que em aquário é comum que cresçam até aos (TL = 25 cm).

Comportamento:
Espécie medianamente agressiva, conhecida por começar alguns desentendimentos dentro do aquário, alguns dos quais não está minimamente preparado para vencer, quando enfrenta espécies de maior porte. Existe uma maior probabilidade de sucesso, quando cresce juntamente com outras espécies e assim se habitua á sua presença, no entanto peixes adultos, quando mantidos sozinhos não devem ser postos no mesmo aquário do que outros ciclídeos americanos, pois tende a tomar como seu a maior área possível, no entanto tal não se verifica, quando mantidos com espécies de outro continente, como por exemplo ciclídeos do Lago Malawi.

Reprodução:
É uma espécie que se reproduz assim que atinge a sua maturação sexual, normalmente aos 10 cm. É escolhida uma superfície, normalmente lisa para a desova, que é limpa e na qual a fêmea pode depositar mais de 800 ovos, estes são arejados pela fêmea que por esta altura começa a ganhar a característica cor negra na metade posterior do corpo, que se estende pela zona ventral até á boca. Assim que nascem os alevins estes são mudados varias vezes de sitio, para diversas covas feitas pela fêmea, na tentativa de ocultar os alevins de possíveis predadores. Ambos os progenitores guardam atentamente a nuvem de alevins durante cerca de 8 semanas, podendo mesmo em aquário ser efectuada outra postura, sem que os pais comam os alevins, contudo estes devem ser retirados antes da eclosão da postura seguinte.Convém manter um olhar atento no casal em aquários pequenos, porque há uma grande probabilidade de desentendimentos entre macho e fêmea, que resulta quase sempre na morte da fêmea.

Tamanho mínimo do aquário:
Para que possa ser mantido e reproduzido com êxito até ao tamanho adulto em aquários decorativos ou biótopo, não devem ser usados aquários menores do que 1,20 mt (standard) , com muitos esconderijos para a fêmea, poder fugir das investidas do macho.

Outras Informações:
Descrito inicialmente como pertencendo ao género Neetropolus, foi descrito anos depois, sem que os seus autores se apercebessem de que estavam a descrever a mesma espécie, já anteriormente descrita por Jordan et al.

•Neetroplus carpintis, Jordan et al, 1899, original combination.
•Heros teporatus, Fowler, 1903, junior synonym.
•Cichlosoma laurae, Regan, 1908, junior synonym.

O exemplar primeiramente descrito, foi colectado na Laguna del Carpintero, e daí o seu nome. No presente momento não se encontram mais Herichthys carpintis, neste Lago, porque se encontra fortemente poluído.


População:
Espécie polimórfica, que pode apresentar alguns padrões diferentes consoante o local da sua zona de distribuição, que engloba a costa Leste do México, até ao Rio Soto La Marina a Norte,e a Sul a Bacia do Rio Panuco, Laguna de Tamiahua.
A Norte na zona de transição, entre esta espécie, e Herichthys cyanoguttatus, podem ser encontradas varias populações com padrões intermédios, apelidados de "small spots", o que poderá indicar, uma mudança gradual de padrão, derivado à latitude, e condições impostas por esta, ou simplesmente uma zona de Hibridação natural entre as duas espécies, formando uma população constituída por um padrão intermédio.

As populações mais conhecidas são:

"Escondido", da Laguna de la Vega Escondida
"Chareil", da Laguna Chareil
"Laguna de la Puerta", do Lago com o mesmo nome, adjacente à Laguna Chairel

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Herichthys cyanoguttatus

Biótopo:
América Central - Herichthys

Distribuição Geográfica / População:
Bacia do Rio Grande e do Rio Conchos no Texas e na bacia do rio São Fernando no Noroeste do México.

Características da água:
Estes peixes são bastantes resistentes e tolerantes aos parâmetros da água, no seu meio natural as temperaturas oscilam entre os 15ºC, podendo chegar por vezes aos 5ºC no Inverno e aos 32ºC no Verão. Em aquário a temperatura ideal será entre os 22 e os 28ºC. O pH pode variar entre os 6.5 e os 7.5 com uma dureza geral entre os 5 e os 12 dGH.

Alimentação:
Não existe qualquer tipo de problema com a sua alimentação, já que sendo omnívoros aceitam todo o tipo de alimentação, desde alimentos vivos ou congelados, papas caseiras, flocos ou granulado.

Dimorfismo Sexual:
Os ciclídeos do Texas são fáceis de sexar, mesmo quando são ainda jovens. As fêmeas apresentam uma mancha negra na barbatana dorsal que os machos não têm. Normalmente as fêmeas são mais pequenas e redondas que os machos, possuindo as pontas das barbatanas dorsais e anais mais arredondadas. Os machos adultos e dominantes tendem a formar uma bossa frontal na cabeça.

Tamanho Máximo:
Os machos costumam atingir os 30 cm enquanto as fêmeas são um pouco mais pequenas, no entanto em aquário os machos normalmente não ultrapassam os 25cm.

Comportamento:
Têm um carácter agressivo, no entanto se forem colocados em aquários grandes e com bastante espaço a sua agressividade diminui, não convém é colocá-los com ciclídeos verdadeiramente agressivos como os Parachromis managuensis, Amphilophus citrinellus, Parachromis dovii, etc.

Reprodução:
Como a maioria dos grandes ciclídeos americanos, os Texas, reproduzem-se em substrato aberto, alcançando a maturidade sexual quando atingem cerca de 10cm. Na altura da desova a fêmea começa por limpar uma rocha ou um tronco plano onde depositará entre 200 até 1000 ovos, seguida de perto pelo macho para fertilizar os ovos. A eclosão dos mesmos dá-se cerca de 48 a 72 horas, conforme a temperatura e os recém-nascidos começarão a nadar depois de 4 ou 5 dias. Costumam ser excelentes pais, apesar de que os casais jovens não conseguirem ter sucesso nas primeiras desovas.

Tamanho mínimo do aquário:
É muito importante o tamanho do aquário, pois como já foi referido quanto maior for o mesmo, menos agressivo este peixe se torna. Assim 200 litros com 100cm de frente para um só exemplar, para um casal no mínimo serão 300 litros com 120cm de frente. O aquário terá que possuir um bom sistema de filtragem, pois além destes peixes sujarem bastante a água com os seus dejectos, têm por hábito cavar o substrato. É muito importante também que seja feita mudas semanais de pelo menos 30% da água do aquário.

Outras Informações:
Costuma-se confundir o Herichthys cyanoguttatus com o Herichthys carpintis, já que são duas espécies muito parecidas, no entanto para um observador mais atento ou conhecedor, as diferenças são óbvias pois o H. carpintis possui manchas irregulares quanto à sua forma e disposição e com um tamanho maior, enquanto o H. cyanoguttatus possui essas mesmas manchas em forma de pequenos pontos quase perfeitos.
Na época de reprodução a fêmea do Ciclídeo do Texas com a sua coloração normal de pontos azuis, sofre uma transformação muito interessante, pois torna-se num peixe com a metade posterior do corpo completamente negra e a outra metade branca.
É um peixe muito interessante para ter no nosso aquário e pode tornar-se num amigo de longa data pois podem viver até aos 10/12 anos.


Astatheros longimanus



Biótopo:
América Central - Astatheros

Distribuição Geográfica / População:
Esta espécie pode ser encontrada nas Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Guatemala. No Lago Nicarágua e nos Rios Aguán, Prinzapolka, San Juan e Nahualate. É mais abundante em águas estagnadas, embora também seja encontrada em correntes fortes.

Características da água:
Trata-se de uma espécie resistente e de fácil adaptação a diversos parâmetros de água. As temperaturas podem oscilar entre os 23ºC e os 30ºC. Quanto aos valores de pH, podem situar-se nos 7,0 a 8,0 e o dH nos 5 a 20.

Alimentação:
São omnívoros com grande apetite. Comem com voracidade, desde granulados, flocos, comida congelada ou alimentos vivos, devendo-se evitar excessos na alimentação, para que não engordem em demasia. É recomendável uma dieta variada e equilibrada, em proteína animal e vegetal. Como todos os representantes do género Astatheros, também gostam de filtrar a areia à procura de alimentos que caem no fundo, pelo que o substrato deverá ser o mais fino possível, de preferência areia.

Dimorfismo Sexual:
As diferenças vão-se evidenciando à medida que crescem até chegarem a adultos. Os machos tendem a ficar ligeiramente maiores e as barbatanas mais compridas e pontiagudas. A forma do corpo das fêmeas também costuma ser mais oval.

Tamanho Máximo:
O seu tamanho apresenta variações significativas consoante a sua distribuição geográfica. Enquanto no Lago da Nicarágua raramente ultrapassam os 15 cm’s, no Rio San Juan da Costa Rica, são encontrados exemplares com 25 cm’s.

Comportamento:
É a espécie mais pacífica e sociável do género, que poderá perfeitamente coabitar com outras espécies menores, desde que o espaço proporcionado seja adequado. Raramente os encontramos refugiados ou escondidos, já que preferem ocupar os espaços abertos, circulando livremente pelo aquário. No entanto, o aquário deverá ter alguns esconderijos para que possam refugiar-se sempre que sintam necessidade. A sua passividade é extensível às plantas, já que não têm por hábito comer ou estragar as plantas, mas estas deverão estar bem enraizadas e protegidas para não serem involuntariamente desenterradas.

Reprodução:
Após a formação de um casal e proporcionando-lhes condições, a reprodução não é difícil. Os ovos são depositados numa superfície sólida, como um tronco ou uma pedra. Quando os ovos eclodem, os elvins são normalmente transferidos para uma cova para uma protecção mais eficaz. Ambos os progenitores participam intensamente na defesa da prole. Os elvins devem ser separados dos progenitores, antes de estes começarem com outra postura.

Tamanho mínimo do aquário:
Tendo em conta as dimensões que podem atingir em adultos, o tamanho mais aceitável do aquário será de 120 cm’s de frente. Em aquários menores poderão tornar-se agressivos e com índices de stress elevados.

Outras Informações:
É uma espécie excelente para quem quiser iniciar-se com ciclídeos Central-Americanos, dada a relativa facilidade de manutenção. Infelizmente não é das mais fáceis de encontrar no mercado, sendo sem dúvida uma espécie fascinante. De salientar a sua semelhança com o Thorichthys Meeki, sendo por isso denominado muitas vezes por falso-Meeki.

Foi inicialmente descrita como pertencente ao género Heros. Nos anos que se seguiram, saltou por vários géneros, como Astronotus, Thorichthys, Cichlasoma e Amphilophus. O nome cientifico Longimanus significa “mãos longas” e deriva da forma alongada das suas barbatanas pélvicas.

Apresenta também variações ao nível da coloração consoante as diferentes populações. O vermelho na parte inferior do corpo é uma característica comum a todas elas, mas algumas delas são absolutamente fantásticas, com uma mistura de tons de verde, amarelo e azul impressionantes. Não tenho dúvida, que se irá tornar uma das espécies de eleição para quem as quiser manter.

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Astatheros nourissati

Biótopo:
América Central - Astatheros

Distribuição Geográfica / População:
Espécie nativa do México e Guatemala, nos afluentes da bacia do Rio Usumacinta, Rio Salinas, Rio de la Pasión, Rio Lacantum e seus afluentes.

Características da água:
Está adaptada a cursos fluviais de forte fluxo de água, com pH entre os 7,5 e 8 e uma dureza moderada que poder variar entre os 10 e 35º dH. A temperatura da água poderá situar-se entre os 22 º C a 28º C.

Alimentação:
São tendencialmente carnívoros, já que na natureza alimentam-se principalmente de invertebrados, filtrando a areia do fundo como verdadeiros eartheaters. Em aquário, aceitam bem granulados e alimentos vivos ou congelados. O importante é sempre variar ao máximo na alimentação, com uma dieta equilibrada em proteína animal e vegetal. De acordo com os seus hábitos alimentares, convém utilizar um substrato de baixa granolometria.

Dimorfismo Sexual:
Não são dos mais fáceis de distinguir, no entanto, as fêmeas têm uma mancha oval negra na barbatana dorsal. Além disso, os machos são mais corpulentos e têm um azul mais intenso junto à cabeça.

Tamanho Máximo:
Os machos normalmente ficam pelos 23 cm e as fêmeas pelos 20 cm.

Comportamento:
São pacíficos, um pouco tímidos e stressam com relativa facilidade, sendo essencial a utilização de vários esconderijos no aquário para que passam refugiar-se quando sintam necessidade. Podem ser mantidos em grupos de quatro ou cinco elementos, formando-se uma hierarquia entre eles, em que o macho dominante ganha uma coloração fantástica. Não devem ser mantidos com espécies muito agressivas, de forma a usufruirmos de todo o seu esplendor. Não têm por hábito comer ou estragar as plantas, mas estas deverão estar bem enraizadas e protegidas para não serem involuntariamente desenterradas.

Reprodução:
Após a formação de um casal e proporcionando-lhes condições, a reprodução não é difícil. Os ovos são depositados numa superfície sólida previamente limpa pelo casal, como um tronco ou uma pedra. Quando os ovos eclodem, os alevins podem ser transferidos para um local mais seguro e protegido com ramos ou folhas submersas. Ambos os progenitores participam intensamente na defesa da prole.

Tamanho mínimo do aquário:
Tendo em conta as dimensões que podem atingir em adultos e a sua timidez natural, o tamanho adequado do aquário será de 150 cm’s de frente, decorado com bastantes esconderijos de pedras, troncos e plantas.

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Astatheros robertsoni

Biótopo:
América Central - Astatheros

Distribuição Geográfica / População:
Rios desde o México às Honduras

Características da água:
Temperatura de 23-28C, pH 7,0-8,0, Gh 8º-20º

Alimentação:
Espécie omnívora que aceita quase todo o tipo de alimentos que encontra na areia. São os verdadeiros eartheaters da América Central, já que raramente vêm à superfície comer. Recomenda-se uma dieta variada de proteína animal e vegetal.

Dimorfismo Sexual:
É difícil diferenciar o sexo entre eles, mas os machos crescem um pouco mais, têm uma cor mais intensa e normalmente também têm as barbatanas dorsal e anal mais pontiagudas.

Tamanho Máximo:
Os machos geralmente atingem cerca de 20 centímetros, enquanto que o das fêmeas, cerca de 17 centímetros

Comportamento:
Muito territorial. Não é excessivamente agressivo com outros peixes se lhe for dado espaço suficiente, mas é intolerante com sua própria espécie.

Reprodução:
Á semelhança de outros ciclideos Central Americanos, o casal escolhe e limpa o local da desova, a fêmea guarda os ovos após serem fertilizados pelo macho que se mantém a patrulhar a zona. Os ovos eclodem no terceiro dia. No entanto, são poucos os casos de sucesso conhecidos, sendo difícil reproduzir esta espécie.

Tamanho mínimo do aquário:
Aquários com pelo menos 1,20 mt , decorado com pedras e raízes, de forma a criar esconderijos. Também podem ser usadas plantas resistentes.

Outras Informações:
É um ciclídeo lindíssimo, bastante fácil de manter, mas difícil de encontrar e por isso muito pouco visto.

Preferem um substrato de areia fina para a poderem filtrar à procura de alimento. Esta característica “papa terra” é a grande diferença dos Astatheros para os Amphilophus, já que estes últimos são normalmente mais corpulentos e comem à superfície. Ainda assim, é muito conhecido e comercializado como Amphilophus robertsoni.

Existem três variantes desta espécie com cores diferentes. A mais comum é azul turquesa com uns tons avermelhados na cauda. Outra variante denominada por "Red Cheek" robertsoni, como o da foto, tem uns tons vermelhos mais fortes. Ainda existe outra variante que tem uma base de coloração amarela, em vez de cinzento.

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Cichlasoma salvini

Biótopo:
América Central - Cichlasoma

Distribuição Geográfica / População:
Encosta Atlântica do México, Guatemala e Honduras

Características da água:
São bastante tolerantes e resistentes a diferentes quimicas da água, dando-se bem com valores de pH neutros, que podem variar entre 6,5 e 7,4. Quanto à dureza toleram ainda uma maior variação de Gh entre os 5º a 18º. A temperatura poderá rondar entre os 24 ° e 30 °, sendo recomendado temperaturas entre os 26º e 28º

Alimentação:
Espécie omnívora que não apresenta problemas de alimentação, já que aceita qualquer tipo de alimento, incluindo flocos e granulados de boa qualidade, sendo aconselhável variar regularmente com alimentos de base vegetal e ocasionalmente alimentos vivos ou congelados. Deve-se, porém, evitar alimentá-los em excesso, pois têm tendência a engordar com facilidade.

Dimorfismo Sexual:
Os machos são maiores e as barbatanas dorsal e anal são mais pontiagudas. As fêmeas, principalmente em época de reprodução apresentam frequentemente uma coloração laranja-avermelhada na região ventral. As fêmeas têm uma mancha negra azulada no centro das suas barbatanas dorsais.

Tamanho Máximo:
O macho pode chegar aos 20 cm’s e a fêmea aos 15 cm’s.

Comportamento:
São territoriais e defendem bem o seu espaço, mas também não são de andar pelo aquário a agredir um e outro, passando a maior parte do tempo refugiados no seu abrigo.
Apesar de normalmente serem descritos como uma espécie agressiva, esta pode ser facilmente controlada, desde que lhe sejam oferecidas as condições necessárias, nomeadamente um espaço condigno e com abundância de esconderijos. Cumprindo estes simples requisitos são relativamente pacíficos e bastante tímidos.

Reprodução:
O casal limpa o local da desova e a fêmea coloca cerca 500 ovos que após serem fertilizados pelo macho, defende ferozmente o território. A fêmea só deixa os ovos por curtos períodos de tempo para procurar por comida e durante este tempo o macho ocupa o seu lugar. Os ovos eclodem passados dois a três dias. Os pais permanecem sempre perto dos filhotes e enfrentam todos os sinais de perigo, mesmo com peixes de maiores dimensões.
Como a maioria dos ciclideos central-americanos, o simples facto de se ter um macho e uma fêmea no aquário não significa que formem um casal e em certos casos poderão até ocorrer agressões entre eles. A melhor forma de se obter um casal reprodutor é adquirir um pequeno grupo de 6 juvenis e deixá-los crescer até se formar pelo menos um casal.

Tamanho mínimo do aquário:
O tamanho do aquário é essencial ao controlo da agressividade da espécie, sendo aconselhável aquários com pelo menos 120 cm’s, decorado com pedras, troncos ou raízes, de forma a criar esconderijos. Também devem ser usadas plantas resistentes, mas convém colocar pedras ao redor das plantas, porque também gostam de escavar o areão, evitando-se assim o desenraizamento das mesmas.

Outras Informações:
O nome da espécie resultou de uma homenagem ao explorador Inglês O. Salvin, que numa expedição no ano anterior, colectou várias espécies da América Central para o Museu Britânico, entre os quais os salvini.

Os Salvini são uns dos ciclideos central-americanos eleitos como mais bonitos, pela sua forte coloração. O corpo tem como cor base um amarelo brilhante, sendo percorrido por duas linhas pretas na metade superior. A parte inferior do corpo, geralmente apresenta várias tonalidades de azul e vermelho, assim como as barbatanas que poderão ter amarelo azul e vermelho.

Na natureza, as suas cores fortes e brilhantes trazem-lhe vantagens e desvantagens, pois se por um lado são suficientes para dissuadir outros peixes mesmo maiores de aproximarem do seu território, por outro lado também os tornam presas fáceis para aves, daí na natureza, preferirem áreas de vegetação abundante e com águas de baixa visibilidade.

Actualmente, o Salvini não têm um género próprio, partilhando o género Cichlasoma com quase uma centena de espécies. Foi inicialmente classificado por Günther como um Heros e é hoje muitas vezes classificado como um Nandopsis. Ou seja, teremos de aguardar por futuros estudos para lhe atribuírem um género próprio.

Nomes Comuns: Yellowbelly cichlid, Tricolor cichlid , Pico de gallo

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Rocio octofasciata

Biótopo:
América Central - Rocio

Distribuição Geográfica / População:
Esta espécie encontra-se distribuída na vertente atlântica da América Central, no México, Belize, Guatemala e Honduras. No entanto, foi introduzida noutros países como os Estados Unidos, Austrália e Tailândia, onde também se encontram populações reproduto

Características da água:
Na natureza encontram-se principalmente em habitats de águas lentas e estagnadas com baixos índices de oxigénio, como pântanos, rios, canais e lagoas. Os parâmetros da água podem variar com valores de pH entre os 7 a 8 e de dGH 9 a 20. A temperatura poderá oscilar entre os 22º a 30º. Por experiência pessoal, não aconselho temperaturas acima dos 26º para controlo da sua agressividade.

Alimentação:
São omnívoros e na natureza alimentam-se principalmente de invertebrados aquáticos e algas. No aquário, não são esquisitos e aceitam bem comida granulada adequada a ciclídeos. De preferência convém misturar granulados à base de vegetais com outros de proteína animal. Podem-se também adicionar regularmente alimentos vivos e congelados, equilibrando ao máximo a sua dieta.

Dimorfismo Sexual:
Como a grande maioria dos ciclídeos americanos, as barbatanas dorsal e anal dos machos são mais pontiagudas. Outra característica são as manchas azuis na parte inferior da cabeça, que nas fêmeas são muito mais compactas. Além disso, os machos são mais coloridos, maiores e mais largos do que as fêmeas.

Tamanho Máximo:
Em aquário, os machos podem atingir 25 cm’s enquanto as fêmeas raramente chegam aos 20 cm’s.

Comportamento:
São territoriais, mas não particularmente agressivos com outras espécies mantidas com eles, desde que o aquário tenha as medidas adequadas e os companheiros tenham tamanho suficiente para não serem comidos, ou seja, podem ser perfeitamente mantidos num aquário comunitário ou de habitat, mas requerem uma selecção cuidada ao nível de espécies.
Demonstram também alguma incompatibilidade intra-espécie, devendo-se evitar manter dois machos adultos no mesmo aquário. Á semelhança da maioria dos ciclídeos central-americanos, os níveis de agressividade nos períodos de reprodução sobem em flecha, sendo sempre a melhor solução isolar o casal.

Reprodução:
Começam a querer acasalar ainda muito jovens, com cerca de 10 cm’s já dão os primeiros sinais. Normalmente por questões de segurança preferem desovar em refúgios, como vasos ou grutas, mas também o podem fazer em covas no substrato ou em rochas planas. Essencial é terem uma superfície sólida para colarem os ovos que poderão chegar aos 500, consoante o tamanho e idade da fêmea. Enquanto estas cuidam dos ovos, os machos patrulham o território. Após a eclosão, os pequenos elvins continuam a ser protegidos pelo casal até atingiram cerca de 2 cm’s ou então, quando os pais decidirem começar um novo ciclo.

Tamanho mínimo do aquário:
O espaço é muito importante para o controle da sua agressividade, pelo que deverão ser mantidos num aquário de pelo menos 300 litros com 120 cm's de frente no mínimo, mas quanto maior for o espaço melhor, porque vão agir com muito mais naturalidade. A decoração deve ter esconderijos suficientes para que sejam delimitados vários territórios, podendo-se utilizar troncos, raízes, rochas ou outros artefactos. As plantas devem estar protegidas com pedras junto às raízes, para não serem desenterradas. Como substrato deve ser utilizada areia fina, já que levam muitas vezes areia à boca à procura de alimento e também porque gostam de escavar, principalmente quando pretendem acasalar.

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Amatitlania nigrofasciata

Biótopo:
América Central - Amatitlania

Características da água:
Temperaturas - 20 e 24ºC
Ph – 6 a 7
Gh - 10

Alimentação:
É Omnívoro mas é aconselhável juntar a sua dieta algumas verduras.

Dimorfismo Sexual:
Apresenta um corpo alongado e possui uma mandíbula forte escondida entre pequenos lábios. O seu corpo possui 8 ou 9 riscas transversais, existindo também uma variedade albina.

O macho é sempre azul e preto, e a fêmea adquire a cor laranja na barriga.


Tamanho Máximo:
Os machos chegam a alcançar os 12 cm e as fêmeas tendem a ser mais pequenas, cerca de 10 cm.

Comportamento:
É um peixe extremamente agressivo na época de reprodução e só deve ser mantido com peixes do seu tamanho. Isto porque é super-protector das suas crias chegando mesmo a afugentar a fêmea se a considerar como ameaça.

Reprodução:
A sua reprodução é muito fácil.

O acasalamento realiza-se ao final da tarde, o macho “tremendo” procura a fêmea e leva-a para a zona escolhida (Tronco, rocha, buraco na areia, vidro, etc…) para que a mesma deposite os seus ovos para ele os fecundar.

Postos e fecundados os ovos, os progenitores afastam todos os peixes que se aproximam ou se queiram aproximar da zona onde se encontram os ovos, podendo mesmo matá-los.

Cada posta pode atingir 150 a 200 ovos que eclodirão ao terceiro ou quarto dia.

Acabados de nascerem, os pais escondem-nos junto do solo até aprenderem a nadar para depois os levarem a procura de comida.

São pais muito cuidadosos com as crias com o objectivo de não perderem nenhuma.

Contudo é recomendado retirar as crias quando atingem 1 cm (existirá um crescimento desigual entre as crias).

Um casal reprodutor pode criar a cada mês ou cada 40 dias.

Tamanho mínimo do aquário:
O ideal seria mantê-lo num aquário de 100 litros.

Outras Informações:
O aquário deve ter muitas rochas e troncos. É um peixe que gosta de fazer buracos no solo.

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Cryptoheros sajica

Biótopo:
América Central - Cryptoheros

Distribuição Geográfica / População:
Habita zonas rochosas na Costa do Pacífico ao longo da Costa Rica e Panamá.

Características da água:
Temperatura: 22º a 30º
PH: 6.8 a 8
GH: 10 a 20

Alimentação:
Espécie omnívora que come de tudo com facilidade. Pequenos crustaceos vivos são a sua comida de eleição mas não se fazem rogados com comidas congeladas e secas de qualquer tipo.

Dimorfismo Sexual:
Macho fica bastante maior que a fêmea e tende a ganhar uma pretuberancia na cabeça quando completamente desenvolvido sendo essa a melhor forma de sexar os indivíduos quando em adultos. As barbatanas são também por norma mais afiadas nos machos do que nas fêmeas, assim como a vivacidade da coloração se mostra menos intensa nas fêmeas.

Tamanho Máximo:
Os machos podem atingir os 12 cms não passando as fêmeas dos 8 cms.

Comportamento:
Ciclídeo bastante pacifico que pode ser mantido em aquários comunitários com peixes de médio porte. Não deverão ser mantidos juntamente com congéneres de maior porte pois irão inevitavelmente perder no confronto directo. Como bom ciclídeo é territorial não sendo no entanto agressivo. Em época de reprodução defende com mais afinco o seu espaço sendo que um dos pais fica sempre de vigia ao ninho enquanto que o outro se afasta um pouco mais para defender o território num perímetro maior. De salientar que apesar de pertencerem ao mesmo género da espécie A. nigrofasciatus os A. sajica podem ser considerados anjos quando comparados com os seus "primos" Nigros.

Reprodução:
Não são das espécies mais fáceis de reproduzir dentro do género pelo que podem ser uma espécie engraçada para começar já com algum grau de desafio. A sua reprodução dá-se tipicamente em cavernas onde a fêmea entra e deposita os ovos. Em seguida o macho trata de os fertilizar ficando depois os pais de guarda aos ovos fazendo a necessária aereação dos mesmos. Passados três dias dá-se a eclosão dos ovos e sensivelmente uma semana após esta fase os alevins começam a nadar pelos seus meios.

Tamanho mínimo do aquário:
100 litros para um casal. Em caso de querer manter com outros ciclídeos da mesma zona também de pequeno/médio porte deverão ser reservados 100 litros por casal.

Outras Informações:
Existem em diversas variantes de coloração não sendo no entanto associada determinada cor a uma localização geográfica. São conhecidas variedades azuis, verdes e douradas.

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Cryptoheros sp. “Honduran Red Point”

Biótopo:
América Central - Cryptoheros

Distribuição Geográfica / População:
Espécie nativa do Rio Danlí, nas Honduras.

Características da água:
A temperatura poderá rondar os 25 °a 28 ° C.
O pH deverá ser ligeiramente alcalino: 7,2-8,0, enquanto a dureza poderá situar-se entre os 12 a 15 dHº.

Alimentação:
São omnívoros, nada exigentes e aceitam uma variedade de alimentos, desde comida seca, congelada ou viva, sendo importante que a dieta seja diversificada.

Dimorfismo Sexual:
Os machos crescem um pouco mais e desenvolvem uma pequena bossa na cabeça. Ao nível da coloração, os machos ganham um azul mais suave, por vezes com tonalidades de verde e as barbatanas anal e dorsal adquirem uma coloração vermelha. As fêmeas tornam-se mais coloridas, com um azul marinho mais escuro e mais iridescente.

Tamanho Máximo:
Os machos ficam pelos 9 - 10 cm’s e as fêmeas entre os 6 e 7 cm’s.

Comportamento:
É uma espécie fácil de manter e uma das mais pacíficas do género. Revelam alguma timidez e o aquário deverá conter refúgios para se sentirem mais seguros, uma vez que passam muito tempo refugiados. Mesmo que sejam os maiores do aquário, não serão os dominantes, embora possam proteger o seu buraco.
Não devem ser mantidos juntamente com outras espécies de Crypoheros ou Amatitlania, pois podem hibridar com relativa facilidade.

Reprodução:
Não são muito difíceis de se reproduzir. Os ovos normalmente são depositados num local escondido e seguro. Pelo que raramente os conseguimos ver e só nos apercebemos pela coloração muito mais intensa do casal e pelo seu comportamento. Ao fim de dois dias os ovos eclodem e passada uma semana começamos a ver entre 30 a 50 alevins a nadar junto dos progenitores. Após mais uma a duas semanas, os alevins podem ser retirados para um aquário maternidade. O cuidado parental cabe à fêmea, mas o macho dá uma ajuda no patrulhamento da zona da postura.
Umas das diferenças desta espécie para os nigrofasciatus é a quantidade de ovos da postura. Enquanto os C. sp. Honduran Red Point ficam pelos 50 ovos, os Convicts podem chegar às centenas. A nível do comportamento durante esse período também são muito distintos, já que os Convicts podem chegar a matar todas as espécies que coabitem com eles. Já os Honduran Red Point são muito mais tolerantes e podem acasalar perfeitamente sem por em causa a segurança de outras espécies do aquário, desde haja espaço para isso.

Tamanho mínimo do aquário:
Para um casal, um aquário de 80 cm’s é suficiente. Se quisermos adicionar outras espécies o tamanho mínimo aconselhável passa a ser um aquário de 120 cm’s.

Outras Informações:
Em suma, trata-se de uma espécie disponível no hobby à relativamente pouco tempo. Existe ainda quem entenda que poderão ser uma população de Amatitlania nigrofasciatum. Pessoalmente, não tenho dúvidas que estamos perante uma nova espécie, pois são muito diferentes, a nível da coloração, tamanho e comportamento. Acho-os inclusive mais parecidos a nível morfológico com outras espécies de Cryptoheros, como os nanoluteus ou os altoflavus. No entanto, apenas as análises ao DNA poderão dissipar todas as dúvidas.
Existe uma outra espécie não descrita, proveniente do Rio Monga nas Honduras, que também apresenta uma coloração azul muito intensa e que é muitas vezes confundida e comercializada como Cryptoheros sp. Honduran Red Point. Em relação a esta, também existem dúvidas na sua identificação, entre uma possivel variante de Cryptoheros siquia ou de Amatitlania nigrofasciatum. Na verdade, existem várias populações de nigrofasciatus distintas, que nada têm a haver com os que costumamos ver em aquário. Infelizmente, estima-se que 90% deles sejam híbridos de população. Daí um conselho muito importante: Nunca junte no mesmo aquário espécies e populações distintas de Cryptoheros e Amatitlania.

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Neetroplus nematopus

Biótopo:
América Central - Neetroplus

Distribuição Geográfica / População:
Costa atlântica da Nicarágua e Costa Rica. Na bacia do rio San Juan, incluindo lagos Nicarágua, Manágua e Masaya.

Características da água:
No seu habitat são encontrados em águas de dureza elevada e de Ph alcalinos. Em aquário podem ser mantidos com o Ph a rondar os 7 a 8 e o Gh entre os 7 e os 20.
A temperatura poderá também rondar os 20º a 30ºC, mas não é aconselhável mantê-los com temperaturas elevadas durante muito tempo seguido. O ideal será variar a temperatura entre os 26º - 28ºC de Verão e os 22º - 24ºC de Inverno.
Gostam de agua muito bem oxigenada, sendo preferível dar boa movimentação à água do aquário.
Em Portugal, há quem tenha experimentado com sucesso a manutenção desta espécie em lagos.

Alimentação:
São comedores de algas na Natureza, apesar de também comerem larvas e insectos. No aquario podem ser-lhes oferecidas folhas de espinafre, alface e até ervilhas. Aceitam também larvas, camarões e alimentos secos, como flocos e granulados.
Uma dieta variada coloca rapidamente os Neets sexualmente maduros.

Dimorfismo Sexual:
Os machos e as femeas sao idênticos, o que torna dificil distinguir-los, mas o macho fica maior, mais possante e com as barbatanas dorsais mais ponteagudas.
Tanto o macho como a femea podem apresentar uma bossa na cabeça bem pronunciada.

Tamanho Máximo:
É uma espécie que poderá situar-se entre os 7,5 cm's (femea) aos 12 cm's (macho), apesar de existirem relatos de exemplares criados em cativeiro um pouco maiores.

Comportamento:
Nao se deixem enganar pelo pequeno tamanho deste peixe. Num comunitário todas as regras podem ser infrigidas por estes senhores. Depende muito do espaco e da selecção das restantes espécies do aquário.
Devem ser mantidos com espécies robustas e maiores. Não são extremamente agressivos, mas sim exageradamente dedicados à protecção da prole e não se deixam intimidar por espécies maiores. Podem mesmo chegar a matar companheiros do aquário caso se sintam ameaçados, mas também não são de procurar guerras com quem os não incomode.

Reprodução:
Estes ciclideos depositam os ovos numa toca ou num buraco escavado na areia. Em cativeiro aceitam também muito bem um vaso como ninho.
Depois da postura a femea altera o seu padrão do corpo, passando de cinza a preto ou azul muito escuro e a faixa preta característica passa de preto a branco. Esta coloração poderá tornar-se ainda mais intensa, consoante os níveis de stress causados na proteção da ninhada.
Esta mudanca de coloração é considerada uma das mais radicais no mundo dos ciclideos, tendo em conta que há uma clara inversão da cor em ambos os progenitores.
Podem ser despositados até 100 ovos, mas normalmente as posturas das fêmeas ficam-se pelos 30 a 40 ovos.

Tamanho mínimo do aquário:
Devem ser mantidos em aquarios com o minimo de 100 a 120 litros

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Vieja maculicauda

Biótopo:
América Central - Vieja

Distribuição Geográfica / População:
Espécie com uma grande distribuição, pode ser encontrada em toda a vertente atlântica da América central. Rios Monkey, Sarstoon, Matina, Usumacinta, Chagres, além dos lagos Izabal e Nicaragua.

Características da água:
Trata-se de uma espécie resistente e que habita águas com parâmentos muito diferentes. Os parâmetros óptimos consistem em temperaturas entre os 22ºC e os 30ºC, valores de pH devem situar-se nos 7,0 a 8,0 e o dH nos 8 a 16.

Alimentação:
São omnívoros que se alimentam na natureza de uma grande variedade de alimentos (crustáceos, insectos, detritos, algas frutos). Em aquário podem ser alimentados com granulados, comida congelada, alimentos vivos, courgette ou pepino. Devem ter uma alimentação variada e com abundante alimento vegetal.

Dimorfismo Sexual:
A única diferença morfológica é os machos tornam-se maiores e mais encorpados que as fêmeas.

Tamanho Máximo:
30cm machos e 25 cm fêmeas.

Comportamento:
Espécie de forte personalidade mas não é particularmente agressiva. Demonstram alguma incompatibilidade intra-espécie, não sendo aconselhável mais de um macho no aquário. Nunca as encontramos escondidas ou refugiadas, pois preferem nadar em toda a coluna de água. Facilmente reconhecem o dono e interagem com ele.

Reprodução:
As vieja maculicauda atingem a maturidade sexual a partir do momento que atingem os 15cm. Após a formação de um casal e proporcionando-lhes condições, a reprodução é relativamente fácil. Os ovos são colocados numa superfície lisa e guardados ferozmente pelo casal. Os ovos eclodem ao fim de 2 a 3 dias. O caal continua a proteger os alevins, que devem ser separados dos progenitores, antes de estes começarem com outra postura.

Tamanho mínimo do aquário:
É aconselhável um aquário com o mínimo de 180 cm de frente.

Outras Informações:
É uma espécie cuja personalidade deve ser tida em conta antes da sua aquisição. O seu nome comum, Cinturão Negro deve-se à sua lista vertical negra ao meio do corpo, mas também pela sua personalidade.
A sua larga distribuição na América central deve-se à sua capacidade de tolerar agua salgada, tendo sido encontrados espécimes nas zonas costeiras, pensa-se que tenha sido dessa forma que tenham colonizado praticamente todos os rios da vertente atlântica, entrando pelos seus estuários.
Esta especie graças à sua forte coloração é uma excelente aquisição, dentro das espécies centro americanas mantidas em aquário.

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Vieja regani

Biótopo:
América Central - Vieja

Distribuição Geográfica / População:
Esta espécie é originária do México, principalmente nos Rios Coatzacoalcos, Almoyola, Nanchatal, Malatengo e Jaltepec.

Características da água:
A maioria dos Rios onde esta espécie é encontrada são de águas rápidas e ricas em oxigênio, pelo que o aquário deverá ter boa movimentação de água, com temperatura a rondar os 26-28 ºC, o Ph de 7,5-8 e o GH de 5-8.

Alimentação:
São omnívoros. Em cativeiro poderão ser alimentados com granulados, alimentos vivos ou comidas congeladas, como krill, camarão ou mexilhão, incluindo também vegetais, como a spirulina.

Dimorfismo Sexual:
É bastante difícil quando são mais jovens. Os machos são mais coloridos, mais robustos e ganham uma “bossa” na cabeça.

Tamanho Máximo:
Rondam os 30 cm.

Comportamento:
São extremamente pacíficas, demonstrando um temperamento um pouco mais agressivo apenas com espécies do mesmo género. Não sendo por isso aconselhável manter mais do que um macho no mesmo aquário, nem outras Viejas.

Reprodução:
A reprodução é bastante difícil. Para se formar um casal o melhor é começar com um grupo de seis peixes jovens.
Os ovos são depositados e fertilizados em uma superfície limpa e lisa. Os alevins nascem entre dois a três dias e devem ser separados dos pais antes destes fazerem nova postura.
Os alevins podem ser alimentados com artémia recém eclodida ou granulado em pó.

Tamanho mínimo do aquário:
Para um casal, o aquário deverá ter no minimo 120 cm's de frente e pelo menos 500 litros. É essencial que tenham espaço suficinte para nadarem e também locais para se refugiarem.

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Vieja argentea

Biótopo:
América Central - Vieja

Distribuição Geográfica / População:
Espécie originária do México e Guatemala, na bacia do Rio Usumacinta, Rios Salinas, San Roman, San Pedro, Corzo e Tulija.

Características da água:
A temperatura poderá rondar os 25 °a 28 ° C, o pH deve ser ligeiramente alcalino: 7,0-7,5, enquanto a dureza poderá situar-se entre os 12 a 15 dH °.

Alimentação:
Embora tendencialmente herbívoros, na natureza também se alimentam de insectos e crustáceos. Em aquário podem ser alimentados com vários tipos de granulados próprios para ciclídeos e à base de spirulina como dieta base, podendo complementar-se a alimentação com comidas congeladas ou viva, como camarões, mexilhões. Têm a particularidade de ter a boca pequena relativamente ao seu tamanho e a sua alimentação deve ter isso em conta.

Dimorfismo Sexual:
Poderá ser difícil distingui-los, especialmente quando são jovens. A observação atenta do seu comportamento poderá ser uma solução. No entanto, existem algumas particularidades que podem ajudar. Para começar, a taxa de crescimento dos machos é geralmente mais rápida e tornam-se maiores do que as fêmeas. Além disso, os machos adultos desenvolvem uma bossa na cabeça e poderão ter as barbatanas dorsais e anais mais pontiagudas. Por outro lado, as fêmeas têm o corpo ligeiramente mais arredondado e normalmente têm menos pontos pretos por baixo da zona dos olhos.


Tamanho Máximo:
Os machos raramente ultrapassam os 30 cm’s e as fêmeas ficam ligeiramente menores.


Comportamento:
São os mais pacíficos e calmos do género Vieja. Revelam até alguma timidez, mas não significa que sejam submissos a outras espécies, pois apesar de não terem propriamente uma postura provocatória, sabem muito bem defender-se quando são pressionados ou atacados. Como é normal, são incompatíveis intra-espécie e devem evitar-se companheiros de aquário morfologicamente semelhantes e do mesmo género. De resto, é possível mantê-los com sucesso numa comunidade de ciclídeos da América Central, desde que o aquário tenha espaço e territórios suficientes para todos. Uma decoração eficiente é por isso essencial, já que deve criar barreiras e fronteiras territoriais entre as diferentes espécies do aquário, através da utilização de troncos, pedras, ou outros.

Reprodução:
A reprodução desta espécie é um espectáculo digno de assistir, uma vez que o casal ganha uma coloração muito mais intensa da que é normal. Pricipalmente o macho, para atrair a fêmea ao local da desova. Normalmente, um local escondido, entre troncos ou rochas, onde são depositados cerca de 200 ovos. Nesta fase, os níveis de agressividade do casal sobem em flecha, na protecção da postura. Os ovos eclodem passados três dias, consoante a temperatura da água e passado uma semana os alevins começam a sua aventura.
Ambos os progenitores guardam atentamente a nuvem de alevins durante cerca de 8 semanas, contudo estes devem ser retirados antes da eclosão da postura seguinte.

Tamanho mínimo do aquário:
Um dos principais desafios para quem queira manter esta espécie é conseguir fornecer-lhes um aquário suficientemente grande para eles. Pessoalmente, não aconselho aquários com menos de 500 litros e 1,8 metros de comprimento. Só assim poderão demonstrar o seu verdadeiro potencial.

Outras Informações:
A Vieja argentea é uma das espécies mais fantásticas que já tive a oportunidade de manter. Tem uma forte personalidade e um comportamento majestoso. A forma do seu corpo e cor fazem lembrar algumas espécies de água de salgada. Apresentam uma linda cor branca de base, com manchas pretas/cinza, muitas vezes acompanhada por um brilho azul esverdeado
A denominação “argentea” deriva de “prata”, querendo significar “peixe de prata”.

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Paratheraps melanurus

Biótopo:
América Central - Paratheraps

Distribuição Geográfica / População:
Endémico da bacia do Rio Usumacinta, no sul do México e Guatemala, extendendo-se para Belize e na encosta leste da parte sul da península de Yucatan no México.

Características da água:
O pH deverá situar-se entre 7 e 8, o dH nos 8 a 16 e a temperatura entre 25 e 27 º C.

Alimentação:
São omnívoros, embora na natureza sejam tendencialmente herbívoros. Em cativeiro não são exigentes e aceitam muito bem os granulados como a dieta básica. Neste caso, esta comida deve ter uma boa percentagem de origem vegetal. O ideal é variar a alimentação de forma equilibrada, podendo-se complementar a alimentação com camarão, mexilhão, etc., mas sempre sem descurar os vegetais como parte importante da dieta.

Dimorfismo Sexual:
O macho é maior, mais colorido e as barbatanas dorsais e anais são mais pontiagudas. Além disso, desenvolvem uma bossa na cabeça, apesar de existirem variedades em que as fêmeas também a desenvolvem embora de forma menos acentuada.

Tamanho Máximo:
Trata-se se uma espécie robusta que mantida em cativeiro pode atingir os 40 cm’s. As fêmeas ficam ligeiramente menores. Curiosamente, na natureza normalmente não passam dos 30 cm’s.

Comportamento:
Não são muito agressivos e raramente incomodam outras espécies, desde que tenham características diferentes. Agora, para espécies do mesmo género ou semelhantes poderão não ser propriamente amigáveis. O tamanho do aquário e a sua decoração poderá contribuir e muito para o controle da agressividade. Como é natural, os níveis de agressividade aumentam consideravelmente quando estão com posturas.

Reprodução:
O principal desafio na reprodução desta espécie é a formação dum casal, que normalmente só acontece quando atingem cerca de 15 cm’s. Não basta juntar um macho e uma fêmea, pois muitas das vezes é difícil, senão impossível co-existirem no mesmo aquário. Este deve ter no mínimo 300 litros para o casal, sempre com vários abrigos para a fêmea. Esta quando se sente pronta começa a cortejar o macho, sendo escolhido e preparado um local para a desova, que poderá ser feita no substrato, numa pedra, num tronco ou mesmo numa gruta. Ambos os progenitores são dedicados à vigilância da postura, sendo particularmente agressivos nesta fase. A fêmea costuma colocar 250-300 ovos, que eclodem após dois a três dias. Passados quatro dias os pequenos alevins começam a nadar e poderão ser alimentados com microvermes, artêmia recém-eclodida, etc..

Tamanho mínimo do aquário:
É uma espécie fácil de manter em aquário. O principal desafio é fornecer-lhes com um aquário suficientemente grande para eles. Pessoalmente, não aconselho aquários com menos de 600 litros e 1,8 metros de cumprimento, embora existam casos em que tenham sido criados em aquários menores de 300 litros. O aquário deve ser decorado com troncos e pedras, de forma a criarem-se territórios e abrigos. As plantas terão alguma dificuldade em sobreviver às suas tendências vegetarianas. A iluminação não é o mais importante, mas é essencial um sistema de filtração eficiente.

Outras Informações:
É uma das espécies de ciclideos mais colorida, já que as suas cores variam entre o laranja, vermelho, azul e rosa. Dando-lhe um aquário com espaço, é um peixe maravilhoso.
Durante muitos anos o nome cientifico mais popular para esta espécie foi o do seu sinónimo júnior Paratheraps synspila , embora as diferenças entre as duas espécies nunca tenham sido muito claras. Contudo, após uma comparação morfológica entre as duas, foi determinado por McMahan (2011) a sinonímia das duas espécies. Como o P. melanurus era o nome mais antigo disponível, veio prevalecer pelo sinónimo júnior P. synspila, embora este seja mais popular.
A diferenciação entre as duas espécies baseava-se principalmente na cor, sendo a synspila mais rosa e a melanurus mais laranja. A synspila era também mais robusta. No entanto, actualmente, estas diferenças são consideradas meras variações entre populações.

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