Rios Africanos

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Rios Africanos

Mensagem  Admin em Qui Ago 16, 2012 1:40 pm

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Anomalochromis thomasi

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Características da água:
pH : 6º à 7.3º

Alimentação:
Dos peixes mais fáceis de alimentar (um pouco à imagem da generalidade dos ciclideos dos rios africanos). Comem de tudo e em grandes quantidades apesar do seu pequeno tamanho. Flocos, granulados, comida congelada de todo o tipo e comida viva é aceite com voracidade.

Dimorfismo Sexual:
Virtualmente impossível de distinguir. Só aquando da desova poderão ser notadas algumas diferenças mais a nível comportamental. Em alguns casos os machos podem ficar ligeiramente maiores.

Tamanho Máximo:
Macho: 7 cms
Fêmea: 7 cms

Comportamento:
Ignorando quase em absoluto todos os peixes do aquário apenas revelam alguma agressividade entre indivíduos da própria espécie. Ainda assim estes níveis de agressividade não são de todo preocupantes quedando-se apenas por algumas corridas e pouco mais. Podem tornar-se predadores de alevins (Guppys por exemplo) não ameaçando contudo os adultos.
São animais que gostam de nadar ao mesmo tempo que sentem necessidade de ter refúgios. Como tal um aquário equilibrado exige-se, devendo existir zonas abertas por onde os peixes andam habitualmente e também alguns troncos, plantas e rochas para que se possam esconder se sentirem necessidade. São peixes muito desinibidos e que muito depressa aprendem a comer à mão sem qualquer receio.

Reprodução:
Espécie de casal tipicamente formam laços duradouros. Dada a dificuldade de sexar estes animais idealmente devemos manter um pequeno grupo por forma a que naturalmente a formação do casal ocorra. Após esse processo o casal efectua a postura por norma numa superfície lisa (comportamento que faz lembrar os big boys americanos) e guarda os ovos de forma veemente. Após a eclosão mantém-se atentos aos alevins ainda que não sejam dos protectores mais exemplares. É impossível que nas primeiras posturas os pais acabem por comer os alevins, comportamento que tende a desaparecer com o evoluir das posturas. O crescimento das crias é rápido e ao cabo de 6 a 7 meses estão também eles prontos a serem pais.

Tamanho mínimo do aquário:
60 litros para um casal.

Outras Informações:
Excelentes peixes para quem se quer iniciar no hobbie dada a facilidade de manutenção. Não são ainda assim das espécies mais fáceis de reproduzir pelo que não deixam de ser um desafio bastante interessante para quem começa nos ciclideos e também para quem tem já alguma experiência. Actualmente é uma espécie pouco difundida no hobbie depois de tempos gloriosos no passado. Esperemos que seja uma questão de moda e que volte à ribalta o quanto antes pois é sem dúvida um peixe fascinante. De salientar a sua proximidade com o genero Hemichromis (chegou mesmo a estar classificada como tal) e é comummente chamado de Peixe Jóia Anão ou de Ciclideo Borboleta.

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Astatotilapia latifasciata

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Características da água:
Temperatura: 26ºC
pH: 7.2º - 8.6º

Alimentação:
Considerado carnívoro, a sua dieta alimentar deve ser o mais equilibrada possível. Para além dos tradicionais grânulos específicos para ciclídeos da África Oriental, aconselha-se o uso moderado de larvas de mosquito e daphnia.

Dimorfismo Sexual:
O dimorfismo sexual nesta espécie é bastante evidente, sendo que o macho apresenta uma mancha ventral vermelha e uma faixa amarelada que se estende até à barbatana caudal. A fêmea é bastante mais discreta, de cor cinza ou, muito vulgarmente, apresentando uniformemente uma cor dourada.

Tamanho Máximo:
Macho - 11cm; Fêmea - 8 cm

Comportamento:
Ciclídeo de natureza pacífica que pode coabitar com pequenos ciclídeos do Lago Malawi, como sejam os mbunas e peacoks (aulonocaras).

Reprodução:
Espécie bastante prolífera, aconselha-se a sua manutenção em grupos de 5 ou 6 indivíduos. O rácio de 2 fêmeas para 1 macho aumenta o sucesso da reprodução.

Tamanho mínimo do aquário:
240 litros

Outras Informações:
Originários da África Oriental, encontram-se com mais facilidade no Lago Kyoga e Nawampasa. Vivem no meio das plantas aquáticas e circundam habitualmente o perímetro dos lagos.
Espécie de vistosa beleza encontra-se actualmente em perigo de extinção. A sua manutenção em aquário, aliada ao facto de ser muito prolífero, contribui em larga escala para a continuação desta espécie no nosso planeta.

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Chromidotilapia guntheri

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Distribuição Geográfica / População:
Amplamente distribuídos pelo Continente Africano, no sistema do Rio Nilo e em alguns países costeiros no Oeste de África.

Características da água:
Temperatura: 23º - 28º
pH: 6 – 8
Esta espécie é bastante tolerante a diferentes parâmetros da água, contudo devem evitar-se situações extremas.

Alimentação:
É uma espécie omnívora, que come quase tudo o que encontra, desde algas até pequenos crustáceos e moluscos. Para tal, os indivíduos desta espécie procuram alimento filtrando a areia no solo.

Dimorfismo Sexual:
Os machos são maiores que as fêmeas e apresentam uma coloração vermelha na “garganta”. Por outro lado, as fêmeas apresentam o ventre rosado (particularmente quando estão prontas para acasalar) e uma coloração iridescente na barbatana dorsal e no lobo superior da barbatana caudal, que está ausente nos machos.

Tamanho Máximo:
Os machos podem crescer até 20 cm's e as fêmeas até 12 cm's.

Comportamento:
É uma espécie bastante fácil de manter e reproduzir. São animais que formam casais e tornam-se territoriais em relação a outros casais, motivo pelo qual se desaconselha a manutenção de mais do que um casal desta espécie por aquário (à semelhança de muitas outras espécies de ciclídeos de rios Africanos). São pacíficos em relação aos restantes companheiros de aquário, podendo ficar agressivos na época da reprodução, particularmente quando estão a proteger crias que nadam livremente pelo aquário.
Apesar de serem bastante resistentes e fortes, é preferível mantê-los com outros peixes como tetras, barbos ou danios. Na presença de outros ciclídeos de rios Africanos ou até mbunas (menos agressivos) também se dão bem, contudo o seu verdadeiro comportamento será mais facilmente observado na presença de, por exemplo, um grupo de Tetras do Congo.
Esta espécie é, tal como os Geophagus da América do Sul, “comedora de areia”, significando que tal como os seus parentes Sul Americanos eles filtram a areia em busca de alimento. Assim sendo, é aconselhado o uso de solos muitos finos, arenosos, para se poder observar este comportamento da espécie.

Reprodução:
Quando o macho está pronto para acasalar apresenta na região da garganta uma mancha vermelho vivo e as cores características das fêmeas ficam mais intensas.
A fêmea, geralmente, deposita os ovos numa superfície rochosa lisa, que são fecundados pelo macho. Após a fecundação, o macho carrega os ovos fecundados na boca, sendo por isso uma espécie incubadora bucal paternal. O macho carrega as crias por, aproximadamente, duas semanas. Após a eclosão dos ovos, a fêmea torna-se mais activa na protecção das crias e ambos (macho e a fêmea) irão dar protecção às crias no interior das suas bocas e guardá-las incansavelmente quando se encontram fora da protecção das bocas dos pais.
As crias apresentam um crescimento rápido e passados 2 meses, estas têm cerca de 3,5 cm's.

Tamanho mínimo do aquário:
Dado o tamanho que atingem, o aquário deve ter no mínimo 120 cm's. Se for maior poderá mantê-los com outras espécies de ciclideos de porte médio. Na decoração do aquário devem ser construídas grutas com pedras ou troncos, para protecção das posturas. As plantas são muito bem aceites.

Outras Informações:
Esta é sem dúvida uma espécie muito interessante para os aquariofilistas. Contudo, inexplicavelmente, pouco difundida. Tem um conjunto de características que fazem dela não só fascinante para o aquariofilista experiente (incubador paternal, “comedor de areia”, cores deslumbrantes), como também adequada para iniciantes nos ciclídeos (fácil de manter e reproduzir, tolerante a diferentes parâmetros da água e as suas cores novamente).

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Hemichromis bimaculatus

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Características da água:
pH : 6,5 à 7,5
dGH : 7° à 15°

Alimentação:
Peixe conhecido pelo seu apetite voraz. Não recusa nenhum tipo de comida e come sempre em grandes quantidades. Adora peixe cru e comida viva.

Dimorfismo Sexual:
Muito complicados de distinguir por vezes só mesmo na época de acasalamento se conseguem obter certezas e estas prendem-se mais com o comportamento do que propriamente com o aspecto dos peixes.

Tamanho Máximo:
Ambos os sexos atingem por volta de 11 a 12 centímetros.

Comportamento:
Não sendo particularmente agressivos durante o tempo "normal" transfiguram-se quando decidem reproduzir tornando-se autênticas máquinas de matar. Inclusivamente atacam sem qualquer problema as mãos que entrarem dentro do aquário. Normalmente são peixes desinibidos que seguem o dono quando este passa à frente do aquário e são dos primeiros a chegar à comida. Atenção que apesar de não serem agressivos em tempos normais não deixam de ser exímios predadores sendo de evitar manter peixes muito pequenos junto destes H.bimaculatus.

Reprodução:
Escolhem um local do aquário e iniciam as limpezas até entenderem que está tudo perfeito para se dar a desova. Chegada a altura a fêmea deposita os ovos (normalmente numa rocha lisa ou folha larga) e o macho fertiliza em seguida passando por cima dos ovos para depositar o sémen. A partir daqui defenderão de forma implacável os ovos e alevis. É natural que as primeiras posturas não vinguem.

Tamanho mínimo do aquário:
100 litros para um casal.

Outras Informações:
Espécies diferentes de Hemichromis nunca deverão ser mantidas em conjunto para evitar elevados nível de agressividade e acima de tudo para evitar a ocorrência de hibridações.

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Hemichromis letourneuxi

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Distribuição Geográfica / População:
(35ºN-4ºN) Do Nilo ao Senegal, do Norte de África ao Golfo da Guiné.

Características da água:
Temperatura: 15º- 32ºC

pH: 6.0-8.2

dH: 5-20(habitam desde riachos de água ácida e mole a charcos de água salobra)


Alimentação:
Omnívoros. Na natureza alimentam-se essencialmente de insectos e de pequenos crustáceos, em aquário podem ser alimentados com qualquer tipo de comida seca ou congelada.

Dimorfismo Sexual:
O macho é maior e com o corpo mais alto

Tamanho Máximo:
10-12cm

Comportamento:
Idêntico aos Jóias, (Hemichromis lifalili), mas menos agressivos para com peixes mais pequenos, mas não se deve manter com peixes com menos de um terço do seu tamanho.

Reprodução:
De fácil reprodução em aquário, bastando para isso um aquário de 100lt, temperatura entre os 25-27ºC, pH: 6.8-7.5. Depositam os ovos numa laje plana ou em cova feita no areão. As desovas rondam os 300 a 500 ovos, ambos os progenitores guardam a prole, só havendo necessidade de separar os filhos dos pais, quando estes iniciarem nova postura.

Tamanho mínimo do aquário:
100 Litros

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Pelvicachromis humilis

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Distribuição Geográfica / População:
Grande variedade de populações abrangendo os principais rios dos países do Noroeste Africano, desde a Guiné à Libéria. Principais populações mantidas em aquariofilia são: Dinkaya (Guiné), Kislissi (Guiné), Kasawe (Serra Leoa); Libéria Red (Libéria)

Características da água:
PH – 6.0 a 7.5
GH - 05 a 12 dH
Temp. – 24ºC a 26ºC.

Alimentação:
Sendo peixes que na natureza se alimentam de matéria vegetal que existe nos rios que habitam e de pequenos crustáceos e larvas que encontram nos fundos lodosos, devem ser alimentados com uma grande percentagem de alimentos de origem vegetal. Esta alimentação deve ser complementada com artémia e dafnias congeladas. São conhecidos pelo seu apetite voraz, muito fáceis de alimentar em cativeiro e que necessitam de uma quantidade maior de alimento comparando com outros ciclideos do mesmo tamanho.

Dimorfismo Sexual:
O macho é maior e mais colorido que a fêmea. Dependendo da população, os machos apresentam o abdómen amarelo e o dorso constituído por 9 barras verticais suaves e acinzentadas. A fêmea, de um modo geral de tons cinzentos, apresenta na época de reprodução o abdómen avermelhado, característica comum às espécies do Género Pelvicachromis.

Tamanho Máximo:
Macho: 12cm
Fêmea: 8cm

Comportamento:
Fora da época de reprodução são indiferentes a espécie que habitem o topo e o meio do aquário mas intolerantes para com outros ciclideos do mesmo género. Na época de reprodução, tornam-se muito agressivos com todos os habitantes do aquário protegendo a sua prole com enorme vigor. O comportamento entre o casal é muito semelhante ao das outras espécies do mesmo género mas terá de se ter muito cuidado pois após a retirada das crias ao casal, o macho tem tendência a ficar muito agressivo com a fêmea, podendo levá-la à morte.

Reprodução:
A reprodução é em tudo semelhante aos muito conhecidos Pelvicachromis pulcher. No entanto, a corte do macho é muito mais energética. É, por isso, necessário providenciar-se um aquário com esconderijos para que a fêmea não seja constantemente assediada quando não está ainda disponível para acasalar. O aquário deve providenciar vários locais para o casal preparar para a postura, dando possibilidade de escolha. Nesta altura ambos os progenitores defendem o local de postura com ferocidade. Decorridos 10 a 12 dias a fêmea aparecerá com os alevins e irá passeá-los pelo aquário. Ambos os progenitores os defenderão dos intrusos mas caso o casal esteja sozinho no aquário o macho poderá tornar-se muito agressivo para a fêmea. No inicio os alevins podem ser alimentados com artemia recém-eclodida ou comida liquida própria para alevins. A comida dos próprios pais triturada finamente também pode servir de alimento.

Tamanho mínimo do aquário:
200 litros com 1m de frente para um casal.

Outras Informações:
Esta é uma espécie muito sensivel a compostos nitrogenados e consequentemente à exposição por longos períodos de tempo a valores de nitratos altos. Assim é importante efectuarem-se regulares TPAs de modo a manter os valores de nitratos abaixo do 10 mg/l.

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Pelvicachromis pulcher

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Características da água:
pH : 6,5 à 7,5

dGH : 7° à 15°

Alimentação:
(Omnívoro) Tubifex, artémia, dáphnias, “blood worms”, crustáceos, insectos e alimentos secos.

Dimorfismo Sexual:
Ventre vermelho na fêmea e barbatanas pontiagudas no macho.

Tamanho Máximo:
Macho: 10cm; Fêmea: 07cm

Comportamento:
Pacífico, apenas poderá ser mais agressivo na altura da reprodução.

Reprodução:
Na época de reprodução o casal fica mais agressivo, até que a fêmea deposita os ovos geralmente em troncos ou dentro de um vaso ou côco, depois o macho fecunda os ovos e de seguida o casal cuida das crias. A eclosão ocorre geralmente após dois dias, e depois de começarem a nadar livremente deve-se inserir nauplius de artémias recém eclodidas ou infusórios para alimentar as crias.

Tamanho mínimo do aquário:
100 Litros

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Pelvicachromis taeniatus


Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Distribuição Geográfica / População:
Existem dezenas de populações diferentes

Características da água:
pH : 6,5 à 7,5
dGH : 7° à 15°

Alimentação:
Espécie omnívora que não revela qualquer dificuldade de adaptação à alimentação de cativeiro. Tubifex, artémia, dáphnias, “blood worms”, crustáceos, insectos e alimentos secos são facilmente aceites.

Dimorfismo Sexual:
Dependendo da população as diferenças entre sexos são distintas. Tipicamente as fêmeas possuem ocelos na barbatana dorsal e na barbatana caudal ao passo que os machos apenas os têm nesta última. As fêmeas apresentam também um abdómen mais redondo e em época reprodutiva ganham uma cor purpura bastante forte nessa zona. Consoante a população as cores na cabeça e "pescoço" podem mudar de vermelho a amarelo quer nos machos quer nas fêmeas existindo casos em que as fêmeas são mais amarelas e os machos vermelhos e noutras populações é precisamente o contrário. Existem também populações em que ambos os sexos possuem as mesmas tonalidades.

Tamanho Máximo:
Macho: 9 cms;
Fêmea: 8 cms

Comportamento:
Espécie pacifica que denota apenas alguma agressividade intra-especificamente ou de um modo mais abrangente aquando da época de acasalamento. Habitam o nível inferior do aquário pelo que é de certo modo desaconselhável manter Corydoras ou outros peixes que ocupem as mesmas zonas. Quando têm alevins tornam-se agressivos e defenderão a prole contra qualquer ameça. Os jovens são protegidos normalmente até que o casal decida ter uma nova ninhada. Aí poderá ser conveniente a separação dos pequenos para evitar que passem de protegidos a potenciais alvos.

Reprodução:
Nesta espécies, e à imagem de todas as espécies do género Pelvicachromis, são as fêmeas que escolhem os machos. Depois de formado um casal é escolhido o local para a postura. Tipicamente escolhem uma caverna (um côco é usado quase sempre com sucesso) e a fêmea fica por lá durante uns dias. O macho defende os terrenos circundantes não deixando que nada se chegue demasiado perto. Após a eclosão os pais começam a permitir ao alevins que saiam da toca e passeiam-nos pelo aquário. Se não existirem demasiados riscos em poucos dias os pequenos começam a aventurar-se sozinhos e passadas algumas semanas estão completamente independentes.

Tamanho mínimo do aquário:
100 Litros

Outras Informações:
Nunca em situação alguma deverá esta espécie ser misturada com outra do mesmo género (isto é uma nota válida para qualquer espécie do género Pelvicachromis) devido a problemas de agressividade e também de potencial hibridação.

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Steatocranus casuarius

Biótopo:
Outros Africanos - Rios Africanos

Distribuição Geográfica / População:
Rio Congo (África) – Rápidos e zonas de águas muito movimentadas

Características da água:
Temperatura: 24º-28ºC

pH: de 6.0 a 8.0

Alimentação:
Uma espécie que pudemos afirmar sem receios que são sem dúvida de boa boca. Comem de tudo e com um apetite incrível. Todo o tipo de flocos ou granulados são aceites sem dificuldade. Uma dieta variada é portanto o ideal para estes excelentes gourmet. Comida congelada e alimento vivo são um excelente complemento. Pedaços de peixe cru são também degustados com alegria.

Dimorfismo Sexual:
Espécie mono-mórfica. Até atingirem cerca de 4/5 cms são praticamente impossíveis de distinguir. A partir dessa altura dá-se então um pulo no crescimento dos machos que ficam relativamente maiores que as fêmeas. Nos machos as barbatanas ficaram mais compridas e pontiagudas e ganham na cabeça uma “bossa”, característica muito peculiar nesta espécie. As fêmeas embora tenham também elas uma proeminência na cabeça nunca chega ao tamanho que esta atinge nos machos. Posto isto são portanto fáceis de distinguir quando adultos sendo que em juvenis pode ser aconselhável a aquisição de um pequeno grupo.

Tamanho Máximo:
Os machos em média ficam com 12/13cm enquanto as fêmeas se ficam pelos 9/10. No entanto existem relatos de machos que atingem mais de 15cms.

Comportamento:
Espécie extremamente violenta quando se encontra em época de acasalamento. Matam sem qualquer problema os companheiros de aquário que entendam como uma ameaça. Atacam peixes de porte muito superior se for caso disso pois são animais muito corajosos. À parte dessa época é um peixe calmo e pacífico, não perdendo nunca a sua forte personalidade. Tipicamente os companheiros de aquário deverão ser peixes com algum porte visto que os S.casuarius são predadores e vêem nos peixes pequenos fonte de alimento. Não deverá este comportamento ser confundido com agressividade pois tratam-se de coisas bastante diferentes. Raramente incomodam companheiros de aquário assim como são poucos aqueles peixes que ousam incomoda-los. É uma espécie pouco tímida e com algumas características muito próprias. O facto de gostarem de descansar no fundo do aquário é uma dessas imagens de marca. Nunca nadam grandes distâncias preferindo deslocar-se em pequenos “saltos” ao longo do fundo do aquário. Esta é uma espécie que cativa muito facilmente os seus donos, quer pelo seu ar no mínimo invulgar quer pelo seu comportamento muito peculiar. O seu lema de vida parece ser “live and let live”. A ter em atenção que independentemente do tamanho do aquário (a menos que seja algo de realmente grande) nunca deverão ser mantidos mais espécies para além de um casal formado. Após formado um casal normalmente estes unem-se e fazem questão de matar os que consideram estarem a mais. A título pessoal devo dizer que um casal que mantenho há alguns meses decidiu acasalar sem aviso prévio e no espaço de uma semana liquidou completamente um casal de Paralabidochromis sp. “Rock Kribensis” e um outro par de Pelvicachromis taeniatus. Isto em apenas uma semana e após terem começado as movimentações de acasalamento. Curioso o facto de terem morto apenas os companheiros ciclideos deixando os poecilideos em paz, talvez por não os verem como ameaça. Algumas Pomacea bridgesii que se habilitarem a entrar na toca foram também arrancadas da sua casca e mortas. Com esta descrição não quero de modo algum dar a ideia de que se tratam de peixes agressivos. Normalmente quando estas coisas acontecem a culpa é dos aquariofilos e este caso não foi excepção dado que não precavi esta situação e deixei os outros peixes à mercê de um casal de S.casuarius quando estes últimos gostam de estar sozinhos aquando da reprodução.

Reprodução:
Deposita os ovos nas paredes/tectos de tocas ou cavernas ao nível solo. Os seus ovos são enormes comparativamente ao tamanho da fêmea podendo cada ovo atingir mais de 3mm. Com uma cor amarela são facilmente identificados desde que estejam num local acessível à visibilidade do aquariofilo. Os ovos eclodem entre o 4º e o 5º dia e volvidos outros tantos dias os pequenos alevins começam a nadar livremente. Os pais cuidam dos pequenotes durante bastante tempo e não são raros os casos em que ao cabo de dois meses de vida os pequenos são ainda guardados pelos pais. Tal como a esmagadora maioria dos ciclideos também os S.casuarius não deixam os seus créditos por mãos alheias mostrando como se defende uma prol a todo o custo.

Tamanho mínimo do aquário:
Aquário mínimo para um casal – 80cm

Outras Informações:
Trata-se de uma espécie de comportamento monogâmico e uma vez formado o casal dificilmente se separarão no futuro. Mesmo com a morte de um dos elementos do casal normalmente o membro viúvo não voltará a acasalar. Este é o comportamento típico não querendo isto dizer que não existam excepções.
Para quem se inicia no mundo dos ciclideos é sem dúvida uma espécie muito interessante a todos os níveis pois são uma excelente porta de entrada dada a sua estupenda tolerância a erros de principiante. É uma das mais resistentes espécies no que toca a ciclideos.
Para quem procura uma espécie diferente e pouco exigente esta é claramente uma opção que deve ser levada em conta. Se lhe for dada a oportunidade e as devidas condições com toda a certeza que não irá desiludir os seus orgulhosos donos.

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